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Foto boa é foto no papel

O Eduardo Galeano, genialmente, diz:

Recordar. Do latim, Recordis: voltar a passar pelo coração.

A pergunta que te faço hoje é: qual foi a última vez que você abriu uma pasta de – sei lá… – 2010 no seu computador para ver as fotos daquele aniversário da sua avó? Provavelmente a sua resposta é: nunca mais abri aquela pasta. As fotos digitais nos dão uma enorme vantagem, que é de poder sempre registrar o nosso cotidiano, mas ela vem com esse grande inconveniente – esses registros somem nas pastinhas dos HDs externos para nunca mais serem vistas…

Aí você se lembra daquela gaveta na casa da sua mãe onde ficam os álbuns de papel colante branco e folha de plástico transparente em cima (quem lembra? Entreguei a idade nessa memória né?) e que tem toda a história da familia. E mesmo que passe um tempão sem olhar para eles, a história está ali, registrada em papel, palpável e para sempre.  Tão diferente de uma pasta do HD externo…

Então te faço um convite: faz um café quentinho, pega um pedaço daquele bolo gostoso, e vai fuçar nessa gaveta. Convide seus pais, tios, avós e irmãos para se juntar à você… Veja que delicia é folhear as páginas do álbum e instantaneamente voltar lá atrás: pra quando a gente era criança e até pra quando a gente nem era nascido 😉

Ver as roupas que usávamos, os cortes de cabelo. Lembrar de um dia em especial, daquele amigo que a vida separou da gente… Olhar as fotos dos nossos pais jovenzinhos e pensar como eles eram naquela época e como o universo foi bacana em ter juntado eles para a gente existir. Olhar nossos antepassados e ver que seu irmão é parecido com o seu bisavó. Ou que a sua tataravó tem as suas covinhas.

Isso tudo no papel.

Tocar. Sentir. Recordar. Voltar a passar pelo coração.

(sim, sou eu e a minha família!)

Mas e as fotos novas, digitais? Como a gente faz pra ter essa mesma sensação com elas? Olha, ao meu ver só tem um jeito mesmo: bota essa foto no papel.  Bota essa foto no papel. BOTA ESSA FOTO NO PAPEL.

A gente pode simplesmente levar o arquivo das melhores fotos para um bureau de impressão e fazer as cópias. Simples, barato e resolve. Compra um álbum bonitinho e vai lá, colocando as fotos nele e escrevendo a sua história em imagens. Daqui um ano ou dois tenho certeza de que você vai me agradecer 🙂

Mas a gente também pode pensar em um álbum fotográfico ou fotolivro para deixar todas elas arrumadinhas em um só lugar… Mas isso fica para um outro post, quando eu vou falar sobre o porque eu acredito que o resultado final do meu trabalho é um álbum e não um pendrive.

Com a alma cheia de recordações (já que eu abri a gaveta de fotos para escrever aqui para vocês) eu me despeço por hoje. Até mais, pessoal.

Deixa eu registrar a sua história também?

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